Como funciona o processo de doação de órgãos

A doação de órgãos é um gesto que pode salvar vidas. No Brasil, existem inúmeras pessoas estão à espera de um transplante, que muitas vezes se apresenta como sua única esperança. Algo que mudará não somente o curso da história do paciente, mas de todos ao seu redor.

Por isso é tão necessário nos conscientizarmos sobre a importância de ser um doador, em vida ou em caso de óbito. Você sabia que o Brasil é uma referência mundial quando o assunto são transplantes de órgãos? Nosso país é o segundo maior transplantador do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Confira o nosso post e entenda mais sobre como funciona o processo de doação de órgãos:

 

Doação de órgãos em vida

 

A doação de alguns órgãos pode ser feita em vida, é possível doar um rim, parte do fígado, do pulmão e da medula óssea. Para ser um doador, a pessoa precisa estar em condições plenas de saúde e, se for menor de 18 anos, ter a autorização dos pais. 

A doação só é feita após uma série de exames, que irão confirmar a compatibilidade do doador e da pessoa que receberá o transplante. De acordo com a lei, a doação em vida só pode ser feita se houver parentesco até o quarto grau ou entre cônjuges. Se não houver ligação familiar é preciso ter  uma autorização judicial, exceto para a doação de medula óssea,  

 

Transplante de fígado

No transplante de fígado, é extraído cerca de 4 cm do órgão do doador em uma pequena cirurgia abdominal. A recuperação acontece rapidamente, como o fígado tem a capacidade regeneradora, em em cerca de 30 dias, o órgão já  voltará ao seu tamanho normal novamente. 

 

Transplante de rim

Um ser humano saudável consegue levar uma vida normal com apenas um rim, por isso a doação não afetará a vida do doador. Após a cirurgia para remoção do rim, é previsto uma recuperação rápida, normalmente com alta hospitalar em poucos dias.

 

Transplante de medula óssea

Para se tornar um doador de medula óssea é muito simples, basta ir até o hemocentro da sua cidade, no caso de Minas Gerais, procure o centro de atendimento do Hemominas mais próximo de você. Ao informar que você deseja ser doador e preencher os papéis necessários, será feita a coleta de uma amostra do seu sangue, cuja análise irá para um banco de dados nacional chamado Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).

Caso haja alguém que necessite do transplante, o banco de dados é consultado e, se você for compatível, será informado a respeito. Mesmo tendo realizado o cadastro, a doação não é obrigatória, cabe a você decidir. Mas, o procedimento é muito simples, dura cerca de 90 minutos e o doador recebe alta no dia seguinte.

 

Doação de órgãos em caso de óbito

 

No Brasil, não há um registro onde você pode indicar que é um doador em caso de falecimento, quem decide sobre a doação de órgãos é a família. Por isso é essencial expressar a sua vontade, converse com seus parentes para que eles saibam qual decisão tomar, se for necessário. Os órgãos serão doados para vários pacientes, um único doador pode salvar até 10 pessoas. 

São possíveis doadores: pessoas que tiveram morte encefálica, que é quando há perda completa e irreversível das funções cerebrais, ou parada cardiorrespiratória. Em casos de morte encefálica, podem ser doados coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, osso e tendões.  Se a morte foi causada por parada cardiorrespiratória, podem ser doados apenas tecidos, como pele, córnea, vasos, ossos e tendões.

Após a autorização da família, a equipe médica irá avaliar as condições dos órgãos e quais realmente podem ser encaminhados para doação. A retirada destes é feita em um centro cirúrgico, o tempo entre esse procedimento e o transplante é crucial. Por exemplo, o coração só é viável para o transplante se ele for feito em no máximo 4 horas após a remoção do órgão.

 

Sistema Nacional de Transplantes

 

O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é um serviço federal responsável por fiscalizar, controlar e gerenciar o processo de doação e transplante de órgãos e tecidos no Brasil. Por meio deste sistema foi criada uma lista única de espera, onde todos os pacientes em território nacional que precisam de transplante estão cadastrados.

Os quadro clínico dos pacientes é avaliado, para que eles sejam posicionados na lista e aqueles em situação mais crítica consigam receber a doação no menor tempo possível. Reduzir a espera por doadores é um dos objetivos principais do SNT, mas isso só pode acontecer na medida em que haja a conscientização de que doar órgãos é dar a oportunidade para que outras pessoas vivam.

Compartilhe este post com seus amigos e familiares e ajude-nos a informar  a cada vez mais pessoas sobre a importância da doação de órgãos.

 

 

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