Você sabe o que é a PNA?

 

Você já ouviu falar sobre a PNA? Sabe como ela interfere no planejamento das aulas do ensino fundamental? A PNA é a sigla para Política Nacional de Alfabetização, programa que foi instituído pelo governo em abril de 2019.

 

Voltada para alunos na pré-escola, no 1º e no 2º ano do ensino fundamental, em escolas das redes públicas, municipais e estaduais, o projeto estabelece algumas diretrizes em relação ao processo de alfabetização das crianças. Entretanto, a criação do PNA gerou algumas dúvidas, inclusive sobre como ela influencia no seguimento da, já estabelecida, Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

 

Conheça mais sobre esse programa e quais são suas propostas, para que você possa analisar sua metodologia. 

 

 

A PNA e suas diretrizes

Elaborada pelo Ministério da Educação, a Política Nacional de Alfabetização tem como foco implantar uma metodologia de alfabetização baseada em o que a cartilha denomina de evidência científica. Ela orienta que sejam seguidos os estudos da ciência cognitiva da leitura, com foco no método fônico como metodologia de ensino.

 

Entretanto, este ponto levantou um debate dentre os educadores, pois alguns pesquisadores entenderam como se esta afirmação anulasse as evidência obtidas em outras abordagens, que não fosse a ciência cognitivista.  O que também levantou a questão de que existem diferentes métodos de alfabetização. 

 

Como objetivos concretos, a PNA  pretende que as crianças completem o processo de alfabetização até o 3º ano do ensino fundamental. A Política Nacional de Alfabetização, porém, não é de adesão obrigatória.

 

O documento da PNA propõe a ênfase do ensino em seis componentes,baseada no método fônico:

 

  1. Consciência fonêmica
  2. Instrução fônica sistemática
  3. Fluência em leitura oral
  4. Desenvolvimento de vocabulário
  5. Compreensão de textos 
  6. Produção de escrita

Método Fônico

 

No método fônico, um dos principais eixos da PNA, o processo da alfabetização é centrado no ensino das relações  entre os fonemas, que são os sons, e os grafemas, que são as letras. Propõe-se que por meio dessa conexão, o professor leve o aluno no caminho da descoberta do código alfabético. 

 

O objetivo é que o aluno desenvolva consciência fonêmica, que é a compreensão de que a palavra falada é formada pela combinação de uma sequência de fonemas, sons. Este entendimento é considerado essencial para que as crianças consigam relacionar os fonemas com as letras e vejam que elas são a representação gráfica dos sons. A cartilha da PNA sugere que este método seja trabalhado por meio de atividades lúdicas.

 

Família como parte do processo de alfabetização

 

Outro ponto indicado como um dos principais eixos da PNA é a inclusão da família no processo de alfabetização das crianças. O documento defende que deve haver uma integração, onde a escola incentive os familiares a participarem do ensino dos alunos. 

 

A cartilha sugere que as famílias ou cuidadores das crianças realizem práticas como leitura compartilhada, narração de histórias, cantar cantigas, fazer jogos com letras e palavras, brincadeiras sonoras com rimas e desenvolver diferentes vocabulários no cotidiano. No caso de adultos analfabetos, a PNA propõe que eles também participem desse processo, por exemplo, através de atividades com livros ilustrados. 

 

De acordo com a PNA, estes exercícios, denominados práticas de literacia familiar, têm grande significância no desenvolvimento dos alunos, principalmente até os seis anos de idade.

 

PNA x BNCC

 

Desde o lançamento da Política Nacional de Alfabetização, surgiu uma  dúvida entre muitos profissionais de educação, se a PNA diverge ou substitui a Base Nacional Comum Curricular. Até o momento, isso não está previsto, a implementação da BNCC continua em vigor.

 

De acordo com os especialistas que participaram da elaboração da PNA, esta surge com o propósito de complementar fragmentos deixados em branco pelo que é proposto na BNCC. Por exemplo, a Base não propõe uma metodologia de ensino específica, somente indica as habilidades que as crianças precisam desenvolver durante a educação básica, enquanto que a PNA é guiada pelo método fônico.

 

Este ponto, entretanto, é considerado um motivo de divergência para alguns educadores e pesquisadores da área. O questionamento é que ao apontar apenas uma metodologia, a PNA não dialoga com outras perspetivas e abordagens de alfabetização.  A BNCC, por sua vez, deixa a abertura para a escolha da metodologia de acordo com o que a escola e o professor enxergar como o melhor. 

 

 

O que você acha disso? Você concorda com as diretrizes apontadas pela PNA, já as aderiu na sala de aula? Conta para a gente nos comentários e aproveite para compartilhar esse post com outros professores, para promover um debate sobre esse tema. 

 

 

 

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